Em PVDs (países em vias de desenvolvimento) a corrupção tende a crescer em países onde abundam entidades anticorrupção: o que está acontecer? Porque é assim?

Paradoxalmente, países como China ou Singapura ou mesmo Rwanda, que nem possuem tais organizações, conseguem muito bem oferecer aos seus cidadãos melhores serviços –  com claras ressalvas aos chamados e amados direitos e liberdades individuais ou de cidadania ou quejando.

Confesso; sobre esse ponto, sou muito bem influenciado por Francis Fukuyama cujo argumento seu é simples: boa-governação não tem nada a ver com o sistema político, seja ele democracia liberal ou ditadura. Tem muito mais a ver com a vontade política e o caracter da liderança.

E aquilo que se chama por responsabilidade democrática (democratic accountability) tem pouco a ver com modelos democráticos evoluídos ou tardios. Para ele, os melhores modelos capazes de tirar os países subdesenvolvidos da pobreza não sao os modelos dinamarqueses, mas sim de exemplos de países pobres que puderam sair da pobreza ou que estejam a caminho disso.

Nas suas próprias palavras, “developing countries can look at the experiences of other developing countries; instances where they’ve been successful in promoting the private sector, improving their health systems and showing them not as a template necessarily but as a strategic example of how political leadership has operated a possible way forward in their own particular context” (Fukuyama, 2015).

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