Raila Odinga foi uma figura conhecida da política africana. O seu percurso, porém, não se lê sem o do pai: Jaramogi Oginga Odinga foi o homem que recusou o cargo de Primeiro-Ministro para que Jomo Kenyatta saísse da prisão colonial, e que o próprio Kenyatta tratou depois de silenciar, deter e marginalizar até ao fim da vida. Quando Uhuru Kenyatta decidiu apoiar Raila nas últimas eleições presidenciais, o gesto foi lido, na sua maior parte, como uma manobra política. Havia ali também uma dívida antiga a tentar saldar-se. O texto que partilho é da minha autoria e serve de enquadramento histórico.
Jaramogi Oginga Odinga: a consciência incómoda do Quénia Independente