Mugabismo

Por Mugabismo quero me referir ao conjunto de actos ou efeitos de agir à semelhança de Robert Mugabe, Presidente de República do Zimbabwe (não sei se ainda é República ou um Reino de Mugabe, Mugabeland, em Inglês). A recente crise política que se abateu sobre o país deixa a sensação de que os seus correligionários da África Austral estão pouco se marimbando com seja qual for os atropelos aos mais elementares direitos humanos perpetrados por este fascista e seus mais directos missionários.

Recentemente, Morgan Tswangirai, líder do Partido Movimento para a Mudança Democrática-MDC foi barbaramente espancado ate perder sentido, tendo contraido vários tipos de  traumatismos, quando semana passada se encontrava a dirigir uma oração  colectiva pelo Zimbabwe, organizada por grupos de organizações da sociedade civil, partidos políticos e pessoas singualeres.

Com ele, mais de trinta pessoas também foram detidas e uma ficou morta, quando a polícia criminosamente reprimiu o evento.

Ontem, um portavoz do MDC, Nelson Chamisa, foi barbaramente espancado até perder a consciência no Aeroporto Internacional do Zimbabwe, quando estava prestes a embarcar para Bruxelas.

Desde 2000 que Robert Mugabe e seus cães andam a caça de pessoas civis e opositores ao seu regime. O país afunda-se sem parar. A crise económica  está em espectacular derrapagem. Os únicos que fazem compras no país são os sequazes de Mugabe e ele próprio.

Acabo de saber que a SADC irá na próxima semana “conversar” com Robert Mugabe em Tanzania. De acordo com o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Mugabe prometeu “assegurar” os direitos dos opositores e garantir a “estabilidade política”. O que ainda nao ouvi ou faltou por esclarecer  é o significado das palavras “assegurar” e “direitos“, dado que a ele cabia antes de mais, garantir que nenhum político ou cidadão fosse molestado pelo simples facto de estar a lhe opor politicamente, um direito garantido á luz do comando constitucional daquela República.

Da União Africana, nada mais nada menos que um bufar de ar quente à la John Koffour, Presidente em Exercício da União, de uma simples mas nua mensagem: “estamos muito embaraçados.”

De Alpha OUmar Konaré, seu Secretário Executivo, nem um Pio. E ainda querem paz para África!

4 thoughts on “Mugabismo

  1. A UA tinha aqui, no outrora prospéro e celeiro do Sul de África uma excelente oportunidade para intervir e revertar a má imagem que deixou na gestão (des-gestão) da crise do Darfur…

    Mas nada!

  2. Nem pensar! Estes tipos parecem irmãos! AO seu mutismo chamam “Diplomacia Silenciosa”.
    Por vergonha, foram até Dar-es-Salaam a mentindo-nos que iam à uma cimeira de chefe de estados para análise da crise do Zimbabwe. A única coisa que vi, foi a recepção efusiva que Mugabe teve dos seus pares, numa clara demonstração de indiferença!
    A geração dos libertadores da pátria ainda está por vir. A geração dos anos 60 foi a dos Mediadores, que consistiu na transferência de responsabilidades na coolnização do Povo africano.
    Chegará a vez dos verdadeiros libertadores da pátria.
    Um abraço.

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