A maioria das disciplinas tem regras não escritas ou princípios que os profissionais assimilam e as praticam no seu dia-a-dia. As relações públicas não são por isso excepção. Há momentos em que algumas regras devem ser quebradas quando se trata de lidar com órgãos de informação. Eis algumas delas.

Regra 1: Nunca diga “Sem comentários.

Dizer a jornalistas “não comento” tornou-se tão normal até banal que qualquer um já se arroga ao direito de fazê-lo sem pensar nas consequências. Outros dizem-na mesmo sem entender o que os jornalistas estão interessados em saber. Ora, especialistas recomendam uma das duas hipóteses: dizer “sem comentários” pressupõe não ter resposta à pergunta. Tal deve-se às vezes a falta de dados ou factos; ou informação incompleta, que veiculada, pode ainda mais adensar especulações ou confusão. Nestas situações, melhor mesmo é não se expor aos órgãos de informação. Se estiver claro no que vai dizer, se tiver delimitado claramente o âmbito da entrevista ou conversa ou encontro então “sem comentários “não é resposta que se deve dar aos jornalistas.

Regra 2: Não “chateie” jornalistas a não ser que tenha notícias.

Uma notícia de alguém ou sobre um determinado assunto fora do âmbito da sua actividade ou competência também pode ser sua, desde o momento que saiba optimizá-la. Ora, não espere nestes casos, grandes coberturas senão pequenas menções, citações de uma linha. A isto se chama “Newsjacking”, portanto, sequestro de uma notícia, que consiste em fazer parte de uma notícia que não é necessariamente sobre si. De outro modo, não fique enviando suas ideias ou notas do diário ou fotos a jornalistas na esperança de serem notícia. Deixe isso com o seu homem de relações públicas.

Regra 3: Para ser digno de cobertura o seu produto/serviço/história deve ser único.

Como gostamos de dizer na comunicação, um produto é apenas um produto, mas dois são uma categoria. Sua notícia deve ter um bom impacto, uma recepção mais forte, como parte de uma ampla categoria. Por exemplo, a abertura de um furo de água pode ser enquadrada no amplo âmbito dos esforços do governo ou comunidades no acesso à água, saneamento do meio ou dos objectivos do desenvolvimento do milénio! Saber escrever para emprestar esta categoria é o segredo.

Regra 4: Exclusivos são melhores.
A melhor maneira de promover a sua estória é dedicá-la à apenas um único órgão de informação com necessário poder de influência e depois divulgá-la pelos outros. Aqueles que lançam uma estória de uma vez para 60 a 100 órgãos de informação ou a mil jornalistas na esperança de todos eles publicá-la sempre caem no infortúnio de nunca terem se quer uma única estória.

Regra 5: Forme o seu porta-voz em relações com a mídia para garantir a entrega correcta de mensagens.

Regra 6: A pessoa das relações públicas permanece nos bastidores.
Em muitas situações é contraproducente que um representante de relações públicas seja citado ofuscando o cliente ou a liderança da empresa. Os especialistas e homens de relações públicas devem sempre estar por detrás, deixando as pessoas que servem à frente, sempre.

Regra 7: As conferências de imprensa
Organize-as quando tiver algo mais interessante. Não pense que os jornalistas virão a correr quando receberem o seu convite para a conferência de imprensa a todo custo, a não ser que seja sobre um tema interessante e actual. Prefira comunicados e outras formas de interacção com jornalistas em casos de as suas actividades se situarem muito longe da “actualidade”.

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