Se é cliente de uma agência de relações públicas e ouvir alguma destas frases saírem das suas bocas sem a correspondente prova, é bem provável que sejam falsas.

“Nós amamos o seu produto/serviço”. Em certa medida esta frase é tolerável, inofensiva. Pode até ser verdade. Porém a ausência de um feedback crítico faz levantar o cartão amarelo. Um bom profissional de relações públicas deve ser capaz de ver e articular os desafios do cliente de forma construtiva.
“Esta é uma história fantástica e a mídia vai adorar”. É bom ser entusiasta, mas há uma linha que não deve ser atravessada. Nem toda estória capta o interesse da mídia. Uma estória, para ser estória deve obedecer o critério de noticiabilidade. É o básico que deve ser. A sua estória é noticiável?
“Claro, nós fazemos marketing, mídia social/gestão de conteúdo/vídeo, portanto, tudo o que quiser”. Que quase toda e qualquer agência diz isso é comum entre nós. Porém, não basta apenas dizer sem as correspondentes evidências e provas.
“Estamos a trabalhar bem com outras agências”. Isso pode ser verdade de boca para fora mas são raros os casos em que isto acontece por meras razões de concorrência.
“Conhecemos todos os jornalistas-especialistas interessados na área dos seus serviços”. Quem assim afirma merece ser interpelado por duas razões: primeiro porque o mundo do jornalismo em Moçambique é fluído, fulminante e muito movediço. Jornalistas mudam de emprego toda a hora, de redacção em redacção e outros mesmo saem para outros mercados. Mas a maior mentira é assumir que o simples facto de conhecer todos vai garantir a cobertura do seu negócio e a respectiva publicação. Claro, conhecer já é um passo. É melhor gerir as expectativas e saber estabelecer relações de causalidade.
“Estamos a dar os últimos retoques sobre a proposta”. Pode significar exactamente isso. Porém, na maioria das vezes isso significa: “Estivemos super-ocupados e agora estamos a correr contra o tempo para tratarmos do seu assunto.
Acaute-le sempre.